Vídeo: Indiano nasceu com o coração fora da caixa torácica e é considerado um “milagre”
Um vídeo impressionante mostra um rapaz que nasceu com o coração fora de sua caixa torácica, batendo sob apenas uma fina camada de pele.
Arpit Gohil, da Índia, nasceu com uma condição extremamente rara e chegou a ser desenganado pelos médicos logo após o nascimento. Hoje com 18 anos, o jovem está sendo considerado pelos médicos como um "milagre", pois uma pequena queda ou qualquer colisão poderia matá-lo instantaneamente.
Conhecida como Pentalogia de Cantrell, a condição afeta o desenvolvimento do feto e provoca o nascimento dos bebês com órgãos vitais (tais como o coração ou intestinos) do lado de fora de seus corpos. A maioria das crianças com a doença são tratadas com cuidados especiais por toda a vida, mas Arpit, que nasceu com a forma mais grave da doença, conhecida como “ectopia cordis”, com apenas 165 casos conhecidos, é um homem comum. Ele cresceu como qualquer outro menino, subindo em árvores e dirigindo um trator na fazenda de seu pai, a 40 quilômetros de Ahmedabad, no estado de Gujarat, na Índia.
Segundo o Dr. Sanjeeth Peter, diretor do Instituto do Coração do Nadiad DDMM, Arpit poderia morrer a qualquer segundo. “Ele aprendeu a lidar com o problema, mas é muito vulnerável. Não sabemos por quanto tempo ele pode continuar vivendo como faz no momento. Se ele escorregar e cair, ou apenas bater o corpo um pouco mais forte, poderia sofrer sérios danos. Ele vive cuidadosamente para proteger seu coração, mas como ele trabalha em uma fazenda, não é 100% seguro”, disse o médico.
Agora, Arpit está pensando em passar por uma operação para posicionar seu coração de forma correta, após ele tomar conhecimento de um caso semelhante, na China. Ao examinar Arpit, o Dr. Peter descobriu cinco defeitos, incluindo uma doença abdominal acima do seu umbigo e outro dentro de seu coração. “No momento ele está ok, mas ele pode desenvolver problemas respiratórios ou circulatórios a qualquer momento, pois o problema é a quantidade de pressão colocada sobre seu corpo. Eu acredito que a melhor coisa para ele seria prosseguir com a operação. Depois disso ele seria capaz de levar uma vida normal”, concluiu o especialista.


